COMO LIDAR COM UM CORAÇÃO PARTIDO (SIM, O SEU)

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minha parede: a cada heartbreak um novo poema

Ao longo dos anos, desenvolvi vários métodos para cicatrizar meu coração, que virou quase uma colcha de retalhos – ou melhor, um mosaico – aparentemente frágil, mas com as peças perfeitamente coladas e coloridas. Desde o meu primeiro break-up aos 18 anos, sozinha em Portugal, até o último, com 32, aprendi várias técnicas para amenizar a dor – a maior parte delas não inclui analgésicos nem calmantes, nada que precise de receita médica. São coisas simples – o que traduzi há poucos dias para uma amiga como “kit de primeiros socorros”. E a primeira lição a aprender é: o que não colocar dentro dele – ou melhor, o que não fazer:

O que não fazer

1- Olhar fotos, reler e-mails antigos.

Let it go…let it goooo…

(Não precisa apagar também. Faz uma pasta no computador com a tag “passado” ou  “Hidden” (ou o que quiser) e joga tudo ali. Se não tiver forças nem para rever as fotos na hora de guardar nas pastas, peça ajuda a um(a) amigo(a) – eu pedi e peço sempre que não aguento.) Ps1: Se você ainda estiver na fase da raiva e precisar do ato catártico de apagar tudo, vai lá e faça. Você pode se arrepender depois, mas tem muito tempo para isso. Ps2: No caso de relacionamentos autodestrutivos, pode apagar, rasgar e usar qualquer outra técnica catártica, como tacar as fotos na fogueira. Been there, done that.

2- Mantê-lo(a) no feed de notícias, no instagram e outras redes sociais que te dão update sobre a vida alheia 

Let it go…let it gooo…turn away and slam the door

Sério. Não precisa tirar da lista de amigos do facebook se o rompimento foi tranquilo, mas você realmente quer ver fotos dele(a) com uma amiga (e convenhamos, você nunca vai pensar que é só amiga)? Tira do feed de notícias – tanto ele(a) como os amigos dele(a), pelo menos por um tempo. Ninguém fica sabendo, ninguém se sente rejeitado e você pode abrir seu computador sem que o coração acelere à procura de indícios do que ele(a) fez a noite passada.

3- Stalkear.

I don’t wanna close my eyes…don’t wanna fall sleep cause I miss you babe and I don’t wanna miss a thing

Não. Não. Isso é humano, faz parte dos nossos impulsos, mas somos seres racionais – se tem gente que larga cigarro e heroína, você é capaz de resistir ao impulso de passar madrugadas “pesquisando” perfis alheios e traçando teorias conspiratórias sobre com quem ele(a) esteve, está, ou está quase pegando. Quando der vontade, saia com seu cachorro; faça as unhas; coma meio quilo de sorvete; suba na esteira; tome um banho longo e demorado que incluia massagem com óleos, hidratação no cabelo, pele, esfoliação no calcanhar. Arrume seu armário. Faça um brownie.

Se nada disso parecer viável, ligue para um(a) amigo(a). Ligue para sua mãe. Ou chore em posição fetal na cama, até passar. PASSA.

4- Ligar para ele/ela e não falar nada.

Words are very unnecessary…they can only do harm

Nem com 15 anos isso é admissível. Mais do que patético, vai do espectro do infantil até beirar o doentio, e ainda te faz gastar dinheiro à toa. E isso sem mencionar que é um desrespeito, uma invasão do território do outro. Óbvio que ele(a)a sabe que é você. Ele(a), os amigos dele(a) e, a essa altura, a torcida do Flamengo. Da última vez que fizeram isso com um amigo meu gay, um amigo hetero atendeu, deu um chega-pra-lá no coitado do ex dizendo que eles agora estavam juntos e que ai dele se voltasse a ligar. Claro que era mentira, mas o sofredor/stalker acreditou. Imagina se fazem o mesmo com você – alguém atende e diz que o território está ocupado, – já era, baby? Vai doer… e, se já está doendo, para quê mais humilhação e dor?

5- Ligar para ele(a) bêbado(a) e pedir pra voltar/conversar.

I Just called…to say… i love you

Deu vontade? Volte para o item 3 e ponha em prática as estratégias listadas. Já fez tudo e a vontade não passou? Invente outras técnicas e me ensine.

6- Ligar para mãe/irmão/ amigos dele.

Hello? Is it me you’re looking for?

Lembre-se: já está doendo. O que você quer, respostas? É duro, mas muitas vezes não há. E cada um que conta uma história aumenta um ponto; sinceramente, você quer chorar no ouvido de pessoas que vão responder com ahãms ou ouvir quietas enquanto rezam em silêncio para você se afastar e deixar o outro seguir seu caminho? (Em silêncio aqui foi na melhor das hipóteses, ok? Porque você pode levar uma bela descascada que só vai te jogar ainda mais no chão – se é que possível). Deu vontade? Volte para o item 3.

7- Ficar com alguém para não “sair perdendo”.

‘Cos every touch reminds you of just how sweet it could have been

Você nasceu e vai morrer sozinha(o), portanto, deveria cuidar melhor de si mesmo(a) – e isso inclui respeitar seu tempo de luto. Forçar a barra e ficar com outra pessoa ainda pensando no(a) ex é um desrespeito aos próprios sentimentos – sem falar nos do(a) novo(a) parceiro(a). Fica frio(a); quando a dor passar, ainda vai ter gente solteira no mundo. E tem sempre uma “leva de divorciados” chegando. Para quê a pressa?

8- Se anestesiar com álcool/drogas/remédios/trabalho.

I’m gonna swing from the chandelier…

Repetindo: você nasceu sozinha(o), vai passar a maior parte dos seus segundos de vida sozinha(o), então deveria cuidar melhor de si mesma(o) – porque depois, baby, vai sobrar pra você. Se a dor estiver insuportável, procure um psiquiatra, um terapeuta de uma linha com a qual você se identifique, faça aulas de yoga, meditação, massagem ayurveda. Procure terapias alternativas. Mergulhe em si mesma(o) – não se afogue.

9- Passar “por acaso” pelos lugares que vocês frequentavam ou que ele(a) frequenta. 

I’m sticking with you, because I’m made out of glue

Você é ingênua(o) o suficiente para pensar que se vocês se esbarrarem por ali vai parecer mero “acaso”? Please. Autopreservação em primeiro lugar. Deu vontade, volte ao item 3.

10 – Se achar gorda(o)/feia(o)/com pouco estudo/loser no trabalho, e que esse foi o motivo do rompimento. 

You’re beautiful, no matter what they say…

Ok. A sua autoestima baixa pode ter sido um dos motivos do rompimento. E essa é uma boa oportunidade para trabalhar isso! Com mais tempo só para você, invista no que pode te fazer se sentir melhor na própria pele. Se algo não te agrada e você quer mudar, como o trabalho, cabelo, mude. Mas muitas vezes é a nossa atitude perante as coisas que tem que mudar –  não as coisas. No caso do cabelo pode cortar e pintar que cresce :)

Ok. Se você chegou até aqui, merece um prêmio.

Aí vai: o que se deve colocar no kit de primeiros-socorros?

Ou, o que você pode fazer:

1- Levantar de manhã. Tomar café. Tomar banho e se vestir. Almoçar. Ocupar o dia. Jantar. Deitar de noite e dormir. 

Mother i can feel the soil falling over my head

Quando algo que julgávamos estável se quebra, parece que o mundo desaba na nossa cabeça e fica difícil, para algumas pessoas, manter uma rotina saudável, funcional, produtiva. Se não estiver conseguindo sozinho, passe umas semanas na casa dos seus amigos ou pais. PEÇA AJUDA. Manter a rotina parece bobo, masbaby steps, pessoal. Cada pequena coisa que você vai deixando de fazer porque acha que não consegue te retira forças para a próxima. O contrário também é válido. Um dia de cada vez – cada item que conseguir preencher da lista de afazeres diários é pra ser comemorado como uma pequena vitória.

(No meu último heartbreak minha mãe batia na minha casa todos os dias com um prato de comida e só saía quando eu comesse. Minha prima me ligava todas as noites só pra checar se estava tudo bem. Mês passado tive um heartbreak profissional, uma mudança de rotina –  trabalhava 6 horas por dia numa editora e larguei para fazer mestrado – e me vi perdida fora da minha zona de conforto. Fui deixando aos poucos de fazer as coisas…até pedir ajuda e montar, com minha nutricionista e psicóloga, um plano de emergência para voltar a “funcionar” – estou indo super bem).

2- Juntar fotos, roupas, objetos, tudo o que te faça lembrar do(a) ex e guardar numa caixa.

There’s no greater power than power of goodbye

Novamente, se não conseguir sozinha(o), peça ajuda aos amigos. Jogue fora florzinhas secas e outras bobagens, guarde numa caixa as cartas trocadas (bonitas) e fotos de viagens e doe roupas ou o que for útil ou fizer alguém feliz. Se não for capaz de fazer essa seleção, apenas embrulhe tudo numa caixa e coloque num lugar a que você não tenha acesso, como no alto do armário da casa dos seus pais ou de um amigo íntimo. O importante é tirar tudo da sua vista. Fiz isso em 2012 e só me lembrei quando a faxineira me perguntou o que era aquela caixa, se podia jogar fora. Fiquei com preguiça de abrir e selecionar e rever aquilo tudo, mas jogar fora me parecia sacrilégio; então pedi para ela deixar ali e esqueci novamente (lembrei agora, mas continuo sem paciência para subir escadas e relembrar o passado).

2.1 – Fazer o mesmo nas redes sociais.

I don’t want to get over you…

Achei essa parte a mais dolorosa e não fui capaz de executar sozinha. Uma amiga foi lá em casa, entrou no meu facebook e, ao meu lado, ia apagando da timeline as fotos de casal, removendo meu nome e o dele nas em que aparecíamos juntos. Pronto, ela disse quando acabou – foi mais rápido do que eu pensava. Óbvio, ela me ajudou a guardar as fotos na pasta HIDDEN do computador enquanto excluía do facebook – eu não queria apagar o passado, mas também não queria que meu perfil fosse um mausoléu para um amor perdido. No caso do instagram, tive que deixar de seguir. A conta dele era privada, o que dificultou a escolha – não tinha volta. Não aguentei duas semanas vendo todos os passos dele. Longe dos olhos, longe do coração.

3- Chorar

It’s not going to stop – till you wise up

Não tem como fugir da dor. Por mais que se tente ignorá-la, ela nos pega de surpresa ali no virar da esquina. Seu coração vai saltar quando ouvir alguém gritar por um homônimo no ônibus, você vai acabar com a caixinha de kleenex vendo Pretty woman na sessão da tarde, você vai achar injusto o garçom colocar na sua mesa a lata de coca-cola com aquele nome. Ou pior, vai achar que é um sinal de que vocês têm chance. Se você for do tipo psíquico(a) e isso acontecer, jogue na loteria no mesmo dia e comparemos os resultados. Agora sério, chore, só isso. No ombro de um amigo, num bar, na sua cama até adormecer. Chore, mergulhe e viva esse luto com coragem, respire fundo. Quando estiver mais calma(o), passe para o item 4.

4- Fazer da dor e do amor a sua motivação

I can’t grow a new heart

Uma hora as lágrimas secam, e você percebe que a dor continua – mais leve, mas ali – e que o amor também. O que fazer? Horas assistindo netflix ou partying hard com amigos são distrações legais, mas não levam muito longe. Não dá para matar esse amor, se for verdadeiro. Nem essa dor. Mas você pode fazer tanta coisa com ela! Criar. Pense em qualquer hobby, ou talento; se seu hobby virou profissão, pense naquilo que você mais gostava de fazer quando criança – pintar, desenhar, escrever, dançar pela casa, arrumar flores, decorar a casa, brincar com crianças, gatos, cachorros. Se puder, se inscreva num curso livre de qualquer uma dessas coisas – de preferência em grupo. Ou procure por aquilo que você sempre quis fazer mas não tinha tempo – aulas de canto, piano, tarô, astrologia, cerâmica, costura, o que você quiser. Mas faça alguma coisa criativa (e que te dê orgulho) com essa dor.

5- Jogar seu amor no trabalho voluntário

All is full of love

Que causa te toca mais o coração? Animais abandonados? Adote, ou visite abrigos. Tire um sábado ou domingo para ir lá visitar os bichinhos. Crianças? Há vários hospitais que aceitam voluntários para ler ou entreter crianças doentes. Direitos Humanos? Feminismo? Desigualdade social? Lares de idosos? Procure na internet como se fazer voluntário(a) em alguma ONG que lute pela causa com a qual você se identifica. Atenção: isso não é só para passar o tempo. É para fazer escoar esse amor, doendo aí dentro de você, para quem realmente precisa. Assim ele não fica preso no seu peito – e você se sente mais leve e aberto(a) para receber o amor que surge de fontes inesperadas – uma flor, o contato com o mar, a meditação, o abraço de um amigo, a alegria do seu bichinho quando você chega em casa.

6- Tirar férias e viajar

Oh life is bigger

Se você tem meios para isso, essa é a hora! Nada melhor do que se obrigar a andar por caminhos diferentes quando se está imerso na dor. Você pode continuar sofrendo, lógico, mas novas paisagens, línguas, lojas e pessoas dão um empurrãozinho despertando a curiosidade – e ela pode ser a mola mestra para você sair um pouquinho de dentro de si mesmo(a), sim, desse lugar que virou um templo de dor. Viajar também te ajuda a sentir que o mundo é muito maior que uma relação; que você, no mundo, pode ser muito maior do que você era fechado(a) numa relação. E há o bônus: você vai ficar mais preocupado(a) em curtir a viagem ou fazer upload das suas fotos do que pensar no que seu/sua ex está fazendo. Além do que é sempre melhor chorar em Paris, né? Ou na praia. Ou na serra. (Se for para a serra ou praia, escolha um lugar sem sinal 3G. Só por precaução.) Leve um amigo com você. Se ninguém estiver disponível, leve seu cachorro. Se não tiver, vá com seus pais (ótima oportunidade para focar em relações de acolhimento). Se nada disso for viável, vá sozinha(o) – e descubra que você é uma ótima companhia para si mesma(o).

7- Mudar um pouco (por fora)

Darlin’ don’t you go and cut your hair

Corte ou pinte o cabelo. Doe suas roupas velhas, troque por outras que te façam sentir mais bonita(o). Descubra como você se sente mais bonita(o) – esqueça os parâmetros do(a) ex para as suas roupas, maquiagens, sapatos, tudo. Quem manda agora é você (aliás, sempre deveria ter sido, né? Mas ok, baby steps again).

8- Mudar um pouco (por dentro)

The heart want what it wants

Faça uma lista do que te impede de crescer, de ser quem você quer ser – só não vale querer ser a esposa/marido de fulano(a), ok? O que você pode fazer para chegar cada vez mais perto disso? Vale qualquer desejo: profissional, criativo, monetário, ser mais feliz com o próprio corpo, ser menos ansiosa, ter uma relação mais harmônica com sua família, investir numa alimentação e estilo de vida mais saudável. No meu caso, por exemplo, fiz essa lista no final de 2013: meus dois objetivos a longo prazo eram profissionais e criativos, e eu nunca poderia imaginar que chegaria tão longe. O outro, a longo prazo, envolve fazer mais amigos – o que é um pouco mais demorado, mas posso dizer que aos poucos estou conseguindo. Pode ser também que você esteja tão abalado(a) ainda que não tenha mais sonhos, desejos – que você tenha projetado tudo no outro e, com ele, ache que todo gosto ou vontade tenha ido embora. Nesse caso, você vai ter que redescobrir ou encontrar ou inventar sonhos e sentidos novos. Volte para o item 3 – o que você adorava fazer quando criança? Se estiver muito duro, procure ajuda profissional – uma psicóloga ou terapeuta podem te ajudar e muito a criar um horizonte quando não se vê nada à frente.

9- Conte com sua rede de apoios.

I shake it off, I shake it off

Peça toda a ajuda que precisar dos amigos e da família. Se possível, se force a fazer coisas com eles, e não apenas conversar – porque o assunto sempre recai naquilo que a sua mente não consegue esquecer, não é mesmo? Passeiem de bicicleta, façam uma trilha, tomem sol na praia/piscina – ou, se preferirem – vejam séries juntos, comam brigadeiro, façam uma festa do pijama na casa de alguém. Já que somos adultos, pode ser queijos, vinhos, filmes e brigadeiro também – mas não exagere na bebida. O álcool traz euforia rápida mas também deprime.

10- Leia um tijolão

There’s more to life than books (but not much more)

Quando estava bem próxima de terminar com S. (4 anos), li os 7 volumes de Em busca do tempo perdido, do Proust. Quando finalmente terminamos eu não tinha concentração mental para ler nada que não fosse o obrigatório do trabalho. Minha lentidão para ler e pensar não me deixava acompanhar ficção. E aí, descobri que finalmente conseguia ler e sentir poemas – gosto que me acompanha até hoje, a ponto de ter trabalhado 6 anos numa editora especializada em poesia. Quando terminei com P. (2 intensos anos), li tudo do Sebald publicado aqui no Brasil; um livro de cartas entre a Virginia Woolf e a Vita Sackville-West e a biografia da Anne Sexton. Com o I (4-5 meses), li os diários da Sylvia Plath e uma coletânea de cartas da Katherine Mansfield; com o G. (6 meses) li Freedom, do Franzen, Anna Karenina, do Tolstoi, NW, da Zadie Smith até ser atropelada pelos textos da pós-graduaçao. Recentemente (há uns 7 meses?) briguei com uma BFF com mais de 10 anos de amizade e temo que tenha sido para sempre – comecei o Graça infinita no dia, aos prantos na livraria, comprei no kindle e já terminei as mais de 1.000 páginas. Também assisti muito Gossip girl, confesso – se você não é muito de ler, (re)veja temporadas das suas séries preferidas quando der vontade de chorar de madrugada. Ajuda.

Bonus track: True love will find you in the end

11- Escolha um poema 

Essa é a minha última técnica, a única que já ponho em prática naturalmente, não me exige esforço e me dá um sentimento de completude imediata após. Não tem nada a ver com remédios nem simpatias. É simples: para cada queda, colo um novo poema na parede do quarto. A cabeceira da minha cama parece um matelassê de papéis amarelados, que desbotam a cada dia, como os versos, em português ou línguas distantes – como os amores – se apagando e se inscrevendo na memória eternamente. Se minha parede virou esse scrapbook, o meu coração é um mosaico, que desiste de bater inteiro. Que insiste em bater, a despeito. E confesso. Se a princípio eram band-aids, hoje os poemas são adornos. Coloco molduras, escolho o papel, a cor da tinta, coloco luzes em volta. E olho com orgulho essas cicatrizes-poemas, que fazem de mim quem eu sou hoje, como tatuagens.

Se tiver uma técnica para compartilhar, seja bem-vinda(o).

Pubicado em © obvious: http://obviousmag.org/um_pais_possivel/2015/05/como-lidar-com-um-coracao-partido-sim-o-seu.html#ixzz3fM1rl0IQ
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