Arquivos da categoria: RESENHAS

Furta-cores em Portugal

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Descobri por acaso que a Ana Lopes, autora do blogue literário O sabor dos meus livros escreveu essa resenha no link sobre o Furta-cores, meu primeiro livro de contos.
Feliz por ver o caminho de volta desse livro a Portugal, meu canto, e onde vários contos foram rascunhados; ver esse livro-barquinho remando e encontrando seus leitores ainda que sozinho, sem agente, nem gente, nem grande máquina editorial para dar aquela ajudinha

um pouquinho do texto da Ana:
“Desde as primeiras palavras do primeiro conto somos atingidos pelo poder, poesia e magia da escrita desta autora brasileira. A doçura, a sonoridade, os cheiros e a ternura que transportam as palavras que escreve e combina são memoráveis e fizeram com que fosse sublinhando e anotando trechos de uma beleza e sensibilidade que eu considero perfeitas, porque nos entram na alma e tocam no nosso lado mais íntimo e emotivo.”

+ aqui 

(atenção: deem uma olhada pelo blogue, a Ana dá dicas preciosas de leitura, e as resenhas são sensíveis, sinceras e críticas, com um olhar agudo e generoso, sem crueldade gratuita. Os leitores e autores agradecem: )

Orientes possíveis, de Mayumi Aibe

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Orientes posssíveis (contos, 7Letras, 2015)
Orientes posssíveis (contos, 7Letras, 2015)

Se a arte da escrita pode ser invisível como a criação de um jardim – cada palavra disposta como pedra, cada frase trabalhada como o podar de um arbusto, a habilidade do autor como rastro do jardineiro anônimo, é nesse jogo de (in)visibilidade, talento e concentração que se erguem os Orientes possíveis de Mayume Aibe.

Num misto de ensaio, prosa e poesia, a autora recolhe sedimentos da memória – a sua e a de seus antepassados – para traçar com precisão minimal paisagens de pedras, poemas e histórias, que como ideogramas, se desdobram em leque de interpretações.

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Tantos caminhos

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COJUNÇÕES & ESQUINAS_Capa2
Conjunções & esquinas, paralelas & bifurcações, de Pedro Demenech (Editora Pedregulho, 2014)

Em Conjunções & esquinas, paralelas & bifurcações, Pedro Demenech convida o leitor a viajar sem mapas por cidades, memórias e diálogos que se enredam e se (con)fundem, como um labirinto onde a literatura é a palavra chave. Repletos de ramificações e reflexões que capturam o leitor, nos contos do autor capixaba cada frase é uma pista valiosa que nos guia nessa leitura-trajeto.

 

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A leitura-jogo e a arte da invenção

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“A invenção do amor”, de Jorge Viveiros de Castro (7Letras, 2013)

Será muito anti-ético escrever sobre livros que ajudamos a editar? Provavelmente. No caso deste livro, escrito por um exímio editor (basta dizer que há mais de 15 anos descobre e publica autores nacionais), minha única contribuição foi a retirada de uma vírgula. Mais nada. O original era perfeito, limpo, claro. O labirinto estava na própria história, nas entrelinhas da (auto)ficção. E quando se trata de um sentimento tão raro como só alguns livros nos despertam, fica difícil se conter e limitar a pérola ao espaço mínimo de uma concha. Ou de uma estante.

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