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Cidadão carioca (Arte Ensaio, 2015)

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(Arte Ensaio, 2015) Textos: Cristina Parga Fotos: Luiz C. Ribeiro
(Arte Ensaio, 2015)
Cristina Parga
Fotos: Luiz C. Ribeiro

Em Cidadão Carioca, os leitores (brasileiros e estrangeiros, porque o livro é bilíngue) poderão conhecer um grupo de cariocas muito especial: cidadãos comuns, que investem no amor à própria arte e resistem em ofícios quase obsoletos numa metrópole cosmopolita como o Rio de Janeiro. Sem medo da concorrência de produtos baratos vindos de fora, esses cariocas nunca desistiram de suas atividades artesanais, e são sinônimo da capacidade de se reinventar e adaptar um ofício exercido há décadas aos tempos modernos.

Mais do que um exemplo de que a insistência , talento e vontade de batalhar levam ao sucesso, esses anônimos famosos na cidade mostram que é possível não apenas sobreviver – mas ser bem-sucedido – apostando na verdadeira paixão, mesmo que esta seja um ofício praticamente extinto nos dias atuais. E que é possível sim, vencer – e ser valorizado – em atividades delicadas, minuciosas e muitas vezes invisíveis, que demandam tempo, habilidade e persistência – neste mundo contemporâneo, fugaz e veloz.

Bem diferente de um livro de ficção, um livro feito a partir de entrevistas demanda uma atenção, sensibilidade e respeito ao entrevistado – e responsabilidade na hora de montar um texto com declarações do outro. Mas foi uma delícia fazê-lo, desde o início: a pesquisa de cada “personagem”, o contato inicial, a surpresa com  a paixão com que cada entrevistada falava de seu trabalho, a descoberta de tantas filigranas e minúcias em ofícios para nós quase invisíveis hoje em dia.

Algumas das entrevistas mais especiais foram com Dona Anália, cerzideira, e o Dr. Toys, “médico” de bonecas e brinquedos.

analia_cerzideiraAos 74 anos,  Dona Anália dirige a loja “Alfaiate mágico” – a mais tradicional de Copacabana. O ofício, que aprendeu aos 17 sob os olhos atentos da mãe, está no seu sangue, ela diz. Nunca teve dúvidas de sua vocação: recuperar roupas e tecidos, devolvendo vida a uma peça que muitas vezes tem todo um significado emocional para o cliente.

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