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São Sebastião Blues

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São Sebastião Blues, de Myriam Campello (7Letras, 2012)
São Sebastião Blues, de Myriam Campello (7Letras, 2012)

Laura Morandi é a escritora bem-sucedida que nasceu para os holofotes. Famoso e rico, David coleciona mulheres e prêmios literários. Aurora escreve arrepiantes histórias infantis, Ceno, lê, come, edita. Julia é a autora insegura e reclusa cujo nome, além de intrigar curiosos, lança um flash de luz na memória de Laura.

Eles são a nata da literatura contemporânea nacional e estão envolvidos no maior prêmio literário do Brasil. No Rio de Janeiro ensolarado e azul, onde “mar e sol devoram tudo”, escrevem e reescrevem os seus enredos pessoais – tão universais – e enfrentam o embate diário entre o papel, o peito e o próprio pulso. Esses personagens se cruzam no tabuleiro de acasos e jogadas da vida, até que uma nova peça –  a jovem Leonora – chega para reavivar as faíscas entre dois corações.

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Somente a verdade, de Fernando Paiva

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Somente a verdade, de Fernando Paiva (7Letras, 2013)

Quando tinha apenas cinco anos, Mario Lucachesi  viu o pai embarcar em mais uma de suas viagens misteriosas, mas desta vez não mais para trazer os tão ansiados chocolates belgas – para nunca mais voltar. A foto da lápide e as lágrimas da mãe atestavam a morte do patriarca, mas Mario nunca se convenceu.

O menino cresce e se torna estudante de história, guia turístico premium, filho modelo e um legítimo membro do Clube dos Mentirosos; e como tal, mestre na arte de vender ilusões, criando histórias tão sofisticadamente ilusórias que soam mais verossímeis que a pobre realidade, tão nua e crua.

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A leitura-jogo e a arte da invenção

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“A invenção do amor”, de Jorge Viveiros de Castro (7Letras, 2013)

Será muito anti-ético escrever sobre livros que ajudamos a editar? Provavelmente. No caso deste livro, escrito por um exímio editor (basta dizer que há mais de 15 anos descobre e publica autores nacionais), minha única contribuição foi a retirada de uma vírgula. Mais nada. O original era perfeito, limpo, claro. O labirinto estava na própria história, nas entrelinhas da (auto)ficção. E quando se trata de um sentimento tão raro como só alguns livros nos despertam, fica difícil se conter e limitar a pérola ao espaço mínimo de uma concha. Ou de uma estante.

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